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CEARAH Periferia - Centro de Estudos, Articulação e Referência sobre Assentamentos Humanos - Redes Socias


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CEARAH Periferia - Centro de Estudos, Articulação e Referência sobre Assentamentos Humanos

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Redes Socias

NUCLEO DE HABITAÇÃO E MEIO AMBIENTE

REDES SOCIAIS                                                            

Histórico:

Há 20 mil anos – predomínio das sociedades matriarcais, portanto as mulheres detinham a hegemonia política na sociedade, e as relações eram baseadas na colaboração, na tolerância e nas trocas solidárias.  Não existiam estruturas hierárquicas, autoritárias, competitivas. Existia uma integração profunda com a natureza.

 

  • A partir de 2000  a.C.  - Advento do Patriarcado onde os homens passaram a dominar as instituições e espaços publicos-O estabelecimento das relações sociais passam a ser baseados no espírito de  hierarquias, competitividade e de dominação nos governos, igrejas, instituições de ensino , famílias. Os sistemas políticos e econômicos passam a ser baseados no autoritarismo e na opressão. A natureza passa a ser vista, meramente, com matéria prima para a industria. No patriarcado as relações de dominação construíram relações de gênero, raça, classe religião e outras, altamente conflitivas e desumanizadoras para o próprio homem e para a mulher.Esse modelo de sociedade prevalece ainda hoje e todos nós homens e mulheres introjetamos esse“ modo de existir no mundo”.

Na virada de século de milênio – Enfraquecimento do patriarcado com o fortalecimento de alguns movimentos contemporâneos de luta pelos ideais ecológicos, de cuidado com a Terra, busca de desenvolvimento integral do ser humano, os movimentos feministas e reflexões sobre gênero e sexualidade, as alterações nas organizações familiares, as mudanças nas teorias pedagógicas, a articulação da sociedade civil para a construção de um mundo melhor..... as organizações em REDES.A sociedade civil potencializa sua organização e percebe a participação e a organização como estratégias de realização das transformações sociais. A sociedade civil organizada procura desenvolver ações conjuntas no nível local, nacional e internacional, se organizando em REDES para troca de informações, articulação institucional e política e para implementação de projetos.

 

Advento do ciberespaço – Internet

 

Redes são:

 

Teia de vínculos, relações e ações entre pessoas e organizações que se unem em torno de causas afins;

 

  • È uma nova forma da sociedade organizada, especialmente, os movimentos sociais estabelecerem relação com o Estado;

  • Representa um estágio de desenvolvimento da sociedade que interferem na esfera publica

(não substitui o papel do Estado pois esfera publica não é só estatal) 

È fundamental para atuar em Rede: 

  • Afinidade com a causa;

  • Atuar com espírito de cooperação e doação e democracia;

  • Desejo espontâneo de construir um processo de construção compartilhada;

  • Estabelecer bom nível de comunicação entre os participantes.

Atuar em Redes implica em: 

  • Relações horizontalizadas;

  • Autonomia entre as integrantes;

  • Colaboração participativa visando a construção coletiva de conhecimentos

Como desenvolver uma ação em REDE:

 

Democracia Interna – estar em Rede implica em compartilhar poder (modelo hierárquico dá espaço para modelo colaborativo);

 

  • Dinâmica da REDE – supõe a doação de si para o todo numa perspectiva de ação colaborativa e compartilhada do conhecimento e da experiência;

  • Autonomia – resguardar a autonomia das entidades que compõem a REDE e da própria Rede;

  • Ter um foco, uma concepção política, uma causa onde as integrantes vão atuar com suas diversas capacidades e potenciais de contribuição;

As diversas experiências de atuação em REDES têm demonstrado:

 

            ·         Potencialização das ações;

            ·         Credibilidade, força política, pressão e mobilização;

            ·         Amplia e projeta as questões para além do âmbito local;

·         As ações das Integrantes são potencializadas quando assumidas pela REDE;

·         Otimiza potencializa recursos humanos;

·         Fortalece a ação nos espaços de proposição, monitoramento e controle social;

·         Resguarda o Coletivo e protege as integrantes de retaliações, ameaças, perseguição;

·         Amplia o projeto político e sua incidência nas estratégias de transformações mais globais ( junta as forças políticas e legitima a luta).

Os desafios a serem enfrentados na ação em REDE:

 

Compreensão de que a ação em REDE pode exigir mais tempo de maturação para definição dos processos que levam a intervenção;

 

  • Trabalhar as relações de poder exercitando a democracia interna;

  • Criar instrumentos de comunicação que permita fluir as informações de forma mais igualitária possivel entre as integrantes;

  • Criar instrumentos de comunicação que  visibilize as ações e sucessos da REDE

  • Estabelecer tempo para sistematização

  • Ter cuidado com o ativismo;

  • Afirmar e reafirmar no cotidiano das ações a cultura de REDE.( leituras, reflexões, debates, dinâmicas...)

Animação da REDE:

 

As REDES podem ter entre suas integrantes, num formato de rodízio, aquelas que ficam responsáveis para animar a REDE. Seu papel é motivar e animar as integrantes  na realização das tarefas. A forma de animação varia muito conforme a realidade da REDE. Muitas se organizam através de Grupos  de trabalho,  propõem encontros presenciais ou virtuais, criação de fóruns ou outros espaços de debates e capacitações, reuniões, etc....

 

A experiência da REDE NUHAB.

 

Texto elaborado para Oficina de Planejamento da Rede de Combate à Violência contra a Mulher, articulada pelo Centro Socorro Abreu - dia 30 de julho de 2005.

 

Hilda Costa.

 

 

 

 

 

05/08/2005

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