fotos: Marcelo Inácio de Sousa
Nesta semana, especialmente, o trabalho teve o reforço de uma Brigada de Voluntários internacionais que estiveram, junto com as famílias, carregando pedra, peneirando areia e assentando tijolos. Sem cerimônias e com bastante determinação, colocaram a mão na massa para construir o sonho da moradia própria.
A atividade faz parte de um projeto de desenvolvimento comunitário que irá ajudar diretamente cerca de 230 pessoas. São casas com 42 metros quadrados (com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço), construídas com a tecnologia tradicional de tijolos de barro, predominante na região.
O custo médio de uma casa é de R$ 14 mil, já inclusos os custos diretos e indiretos. O pagamento desse valor poderá ser financiado em até 72 meses pelo sistema de microcrédito de Habitat para a Humanidade, desde que a prestação não ultrapasse 20% do valor da renda familiar mensal.
O montante mensal recebido pela organização será novamente depositado no Fundo de Crédito Rotativo para ser usado na construção de novas casas e continuar atendendo a população com necessidade de moradia. O projeto tem duração prevista entre agosto 2007 a janeiro de 2008, desde o início das construções até a entrega das chaves às famílias selecionadas.
Michael Steiner, 37 anos, líder da Brigada de Voluntários e arquiteto da cidade de São Francisco, já participa das atividades do Habitat para a Humanidade há uma dúzia de anos. Pela primeira vez está conduzindo com sua esposa, Adriana Ferrer, de 35 anos.
Com eles, 16 outros voluntários das mais diferentes áreas (administração, construção civil, publicidade, contabilidade, artes cênicas e esportes, por exemplo). Alguns já guardam histórias de outras viagens pela África e América Latina.
Durante o período que ficam no Brasil envolvidos com este projeto, irão ter a oportunidade de conhecer uma cultura diferente e vivenciar uma das mais incríveis oportunidades de troca de experiências.
Para as famílias da comunidade de Dourados, o projeto proporciona não só um teto e dignidade, mas também a oportunidade do exercício da sua Cidadania e de exigir seus direitos.
Habitat para a Humanidade no Brasil e no Mundo
Presente no Brasil desde 1992, HPH Brasil atua em oito estados – Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Tocantins, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Sul – onde já viabilizou a construção de mais de três mil soluções habitacionais e ajudou cerca de 15 mil pessoas, tendo em vista que cada família tem, em média, cinco membros.
A organização atua também na Defesa da Causa do Acesso à Moradia Digna, participando de Movimentos de Luta por Moradia, do Fórum de Reforma Urbana e da Conferência das Cidades, e em processos de construção das Políticas Públicas Habitacionais. E incentiva a formação de associações e cooperativas segundo os princípios da economia solidária como forma de promover a geração de renda.
O escritório nacional da organização está situado no Recife, no bairro da Boa Vista. Habitat para a Humanidade já atua no Ceará desde 1995, tendo construído 618 casas nas cidades de Juazeiro do Norte, Milagres e Limoeiro do Norte.
Fundada nos Estados Unidos, em 1976, Habitat para Humanidade é uma organização não-governamental internacional, sem fins lucrativos, que promove o desenvolvimento comunitário por meio da construção de soluções habitacionais simples, dignas e de baixo custo.
Presente em cerca de 100 países, HFHI já construiu cerca de 220 mil moradias, atendendo mais de um milhão de pessoas. Além da construção de casas, a ONG objetiva melhorar as condições de habitabilidade e ajudar as comunidades a se emanciparem. Por isso, de acordo com a sua metodologia, HFHI envolve as famílias, a comunidade, voluntários, empresas e o poder público em prol da causa.